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5 dez

Foliculite: quais são as causas e como evitá-la

Você já notou algumas bolinhas vermelhas na sua pele, junto aos pelos, com ou sem pus, que se parecem com espinhas? Essas erupções são conhecidas como foliculite e costumam aparecer em locais como axilas, virilha, coxas, glúteos, face e couro cabeludo. Qualquer região que tiver pelos está suscetível a essas inflamações.

Apesar de não ser uma doença grave, ela pode ser incômoda tanto para homens quanto para mulheres. O problema causa dor, coceira, irritação e ainda é capaz de provocar manchas na região afetada. Pode ser um golpe na sua autoestima, não é mesmo? Mas tenha calma: existem soluções para isso.

Quer entender melhor o que é foliculite e como evitar o surgimento dessas inflamações? Continue a leitura e saiba tudo sobre o assunto!

O que é foliculite?

A foliculite se caracteriza pela inflamação dos folículos pilosos, ou seja, das raízes dos pelos. Quando o folículo inflama, a área fica avermelhada e podem surgir algumas bolhas de pus, semelhantes à acne.

Mas é necessário diferenciar foliculite de acne, pois cada uma delas exige tratamentos distintos. As espinhas têm relação com as glândulas sebáceas — responsáveis pela oleosidade da pele. Já a foliculite está relacionada à entrada de bactérias, fungos ou vírus na raiz do pelo.

Uma boa forma de diferenciá-las é verificar a área em que as lesões aparecem. Locais que passam por depilações constantes, como virilha, pernas, axilas e região da barba, são territórios propícios para o surgimento da foliculite.

Os casos mais comuns da doença são do subtipo superficial e não envolvem complicações mais graves. Muitas vezes, essas erupções desaparecem espontaneamente. Porém, a foliculite profunda provoca lesões maiores, pode destruir o folículo piloso, causar cicatrizes e levar ao surgimento de furúnculos — nódulo avermelhado, endurecido, quente e com pus.

Foliculite x pelo encravado

Aqui, também é comum haver confusão entre os dois. Isso porque ambos estão relacionadas ao pelo, no entanto, são problemas diferentes.

O pelo encrava quando não tem força suficiente para romper a barreira da pele. Por isso, ele se curva e cresce enrolado embaixo da epiderme. Apesar de também ser bastante incômodo, o encravamento, por si só, não provoca a foliculite.

O problema é que, com o tempo, o pelo encravado pode contribuir para o desenvolvimento de bactérias e causar inflamações na região. Aí, sim, a situação pode desencadear um quadro de foliculite.

Quais são as causas da doença?

A bactéria Staphylococcus aureus é a principal responsável pela foliculite. O nome pode assustar, mas essa bactéria é bastante comum e nem sempre a presença dela é algo ruim. Afinal, pele, boca, intestino e todo o organismo são repletos de bactérias que não causam doença alguma se ficarem restritas ao local de origem.

O problema é quando a bactéria encontra uma brecha — como uma lesão na pele, nesse caso — para entrar no organismo. É aí que acontecem as inflamações. Além disso, vírus e fungos também podem causar a foliculite.

Essas infecções podem aparecer em qualquer parte do corpo que tiver pelos. Apenas as plantas dos pés, as palmas das mãos e as membranas mucosas, como os lábios, estão livres de folículos pilosos.

Geralmente, a foliculite aparece em regiões expostas às seguintes situações:

  • suor excessivo;
  • uso de roupas muito apertadas que retêm calor;
  • lesões provocadas por depilação com lâmina ou cera;
  • fissuras gerais na pele, como escoriações, picadas de insetos ou feridas cirúrgicas;
  • condições inflamatórias da pele, como acne e dermatite;
  • exposição a ambientes com água quente em que o pH e os níveis de cloro não são bem regulados, como banheiras de hidromassagem;
  • uso de roupas úmidas por longo período, como roupas de banho.

Além dessas situações, existem alguns fatores de risco que deixam uma pessoa ainda mais vulnerável à doença. São eles:

  • alterações hormonais;
  • obesidade;
  • uso de antibióticos para tratamento de acne;
  • baixa imunidade provocada por doenças como diabetes, leucemia e HIV.

Como tratar a foliculite?

A retirada traumática dos pelos é o que propicia a entrada de bactérias no folículo piloso. Por isso, uma depilação inadequada é uma das maiores responsáveis pelo surgimento da foliculite. Sendo assim, optar por métodos depilatórios mais eficientes e com resultados duradouros, como a fotodepilação, também é um forma de tratamento. Aliás, os métodos depilatórios tradicionais podem deixar manchas escuras na pele. Então veja, a seguir, como a fotodepilação auxilia no tratamento contra a foliculite.

Fotodepilação

Se a foliculite é a inflamação do folículo piloso, por que não atingir a raiz do pelo para evitar essas infecções? Pois é exatamente isso que a fotodepilação faz.

Funciona assim: a luz pulsada intensa emite uma radiação luminosa e, por meio do pigmento do pelo, essa radiação é transformada em calor, que atinge o folículo piloso e o cauteriza. Sem folículo piloso, não há inflamação. Consequentemente, a foliculite desaparece!

Cuidados caseiros

Normalmente, os casos mais leves curam-se sozinhos. Além disso, você consegue amenizar os sintomas com cuidados caseiros, como:

  • higienizar a área afetada com sabonetes antibacterianos;
  • aplicar compressas de água quente para auxiliar na desinfecção;
  • não fazer depilações enquanto a pele estiver irritada;
  • não compartilhar roupas e toalhas;
  • lavar bem as roupas que forem expostas às áreas afetadas;
  • fazer esfoliações para estimular a renovação celular;
  • deixar a pele sempre limpa, seca e hidratada.

Cuidados médicos

Já os casos mais graves exigem intervenção médica para prescrição de antifúngicos, antibióticos e loções para aliviar a coceira. Se você se encaixa no quadro de foliculite profunda, o melhor é procurar um dermatologista.

Existem formas de evitar esse problema?

Sim! Todas as orientações anteriores são para amenizar os sintomas da doença já instalada. No entanto, a melhor maneira de combater a foliculite é ir diretamente na raiz do problema.

Por exemplo: se sua virilha apresenta inflamações logo após a depilação com cera ou lâmina, e você ainda usa calcinhas apertadas, as esfoliações caseiras e todos os cuidados com a higiene não serão suficientes para fazer a foliculite desaparecer. Nesse caso, o ideal é manter os rituais de beleza, adotar soluções depilatórias mais eficientes e evitar o uso de vestimentas apertadas.

Sendo assim, siga as seguintes dicas para evitar a doença:

  • não fique longos períodos com roupas molhadas;
  • prefira roupas folgadas e de tecidos mais leves;
  • utilize lâminas descartáveis para a depilação;
  • evite entrar em piscinas não tratadas;
  • mantenha banheiras sempre limpas;
  • experimente novas experiências em depilação.

Acabar com a foliculite não é um mistério. Basta você tomar alguns cuidados básicos e usar métodos depilatórios mais eficientes e duradouros, como a fotodepilação. Além dos benefícios visíveis na aparência da pele, o tratamento ajuda a melhorar a sua autoestima. Siga todas as dicas deste artigo para aliviar os sintomas da doença e evitar o aparecimento das inflamações.

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