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30 jun

Foliculite: tudo o que você precisa saber para prevenir e tratar

A foliculite é uma reação muito comum da pele, principalmente para quem faz depilação constantemente. Apesar de não ser um caso grave, é importante tomar alguns cuidados para que ela não tome proporções maiores e acabe evoluindo para reações que, de fato, são prejudiciais à saúde da pele.

Além de atrapalhar a estética de uma área que você quer que esteja lisinha, livre de pelos e qualquer tipo de marca. Por isso, reunimos dicas e explicações sobre a foliculite para você prevenir e tratar. Continue lendo!

O que é foliculite?

A foliculite é a infecção do folículo piloso, ou seja, uma inflamação na raiz do pelo. Ela é causada por uma bactéria da própria pele e por outras que podem estar presentes no momento, além de fungos ou vírus. Outras vezes, o próprio pelo encravado induz o processo de inflamação por não conseguir atravessar a camada mais superficial da pele.

Também existem dois tipos de foliculite. O mais comum é conhecido como foliculite superficial, porque causa pequenas lesões nas camadas superficiais da pele. A outra, é a foliculite profunda, que afeta camadas mais extensas e pode levar a infecção a se tornarem furúnculos.

Onde ocorre e quais os sintomas?

A inflamação pode ocorrer em qualquer parte do corpo que contenha pelos, mas é mais comum na região das costas e nádegas, além das regiões mais sensíveis à depilação como axila e virilha. Os folículos pilosos estão espalhados por todo o corpo, menos nas palmas das mãos, nas plantas dos pés e nas zonas de transição entre a pele e as mucosas (lábios, por exemplo).

O principal sintoma da foliculite é visível. Ela causa manchas e até carocinhos avermelhados sob a pele que podem ou não conter pus. Além disso, a pele fica mais sensível e irritada, causando dor, coceira e muito incômodo.

Quais os tipos de foliculite?

Existem diferentes formas de manifestação da doença, divididas em dois tipos principais que você verá nos tópicos a seguir!

As foliculites superficiais

As foliculites superficiais são mais fáceis de tratar. Veja quais são a seguir.

Estafilocócica

A estafilocócica é a mais comum. Os folículos pilosos são contaminados pelas bactérias, sendo que a mais usual é a Staphylococcus aureus.

O problema caracteriza-se pela vermelhidão, pus e coceira na região afetada e pode aparecer em qualquer parte do corpo que apresente pelos.

Os estafilococos habitam a pele o tempo todo, mas podem provocar danos quando penetram através de um corte ou de outro ferimento, como arranhões ou lesões epidérmicas.

Por pseudomonas

A foliculite por pseudomonas é conhecida como a da banheira quente e é causada pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, que se desenvolve em ambientes aquáticos com níveis de cloro e pH irregulares (banheiras de hidromassagem, piscinas aquecidas).

Entre oito horas e cinco dias depois que a bactéria afeta a pessoa, a infecção aparece na forma de erupções vermelhas que coçam e, posteriormente, é possível que apareçam também bolhas purulentas.

Áreas úmidas estão mais vulneráveis, como as que são cobertas pelas roupas de banho.

Pseudofoliculite da barba

Existe também a pseudofoliculite da barba. Trata-se da inflamação dos folículos pilosos na região da barba, quando os pelos raspados curvam-se, após o crescimento, atingindo a parte interna da pele (pelos encravados).

Os negros são os mais afetados na região da barba e do pescoço. Mulheres que depilam a virilha com cera na área do biquíni também podem desenvolver o problema.

A pseudofoliculite produz inflamação que, em alguns casos, resulta em cicatrizes.

Ptirospórica

A foliculite ptirospórica costuma afetar adolescentes e homens. O responsável é um fungo que provoca espinhas, pápulas vermelhas e coceira. Ela pode atingir o pescoço, os ombros, o dorso, o tórax anterior, os braços e o rosto.

As foliculites profundas

Elas afetam todo folículo piloso.

Por bactéria gram-negativa

A foliculite por bactéria gram-negativa geralmente se desenvolve quando a pessoa utiliza antibióticos para tratar acnes por um período longo.

Esses remédios modificam o equilíbrio normal da pele, favorecendo o desenvolvimento das bactérias gram-negativas. Na maior parte dos casos, não há problemas sérios, especialmente quando a pessoa suspende as medicações.

Em outros casos, o problema pode se espalhar pelo rosto, provocando graves lesões.

Sicose barba

A sicose barba caracteriza-se por inflamações pequenas que costumam surgir primeiramente no lábio superior, no queixo e na mandíbula.

As pústulas podem ser recorrentes devido ao ato diário de se barbear e também podem gerar cicatrizes.

Furúnculos e carbúnculos

Os furúnculos e os carbúnculos são muito conhecidos e aparecem quando os folículos pilosos são gravemente infeccionados por estafilococos. A pele ao redor pode ficar inchada e vermelha.

Com o tempo, a região cria pus e fica mais dolorida. Na etapa final, há o rompimento da pele e a possibilidade de drenagem do pus. Se pequenas, são curadas e não deixam cicatrizes.

O carbúnculo é uma série de furúnculos que acontecem na parte de trás do pescoço, nas costas, ombros e coxas e quase sempre provocam cicatrizes.

Eosinofílica

A foliculite eosinofilica afeta especialmente os portadores do HIV. Aparecem no rosto e nos braços manchas vermelhas e feridas purulentas que coçam. As feridas se espalham, deixando as áreas afetadas mais escuras.

Possivelmente, quem provoca o problema é o mesmo fungo causador da ptirospórica.

Quais as causas e os fatores de risco?

A causa principal é a infecção por meio dos estafilococos. Mas vírus, fungos e outras bactérias também podem se envolver nas lesões da pele que caracterizam o problema.

A utilização de lâminas de barbear, de vestes muito apertadas ou que mantêm calor e umidade, feridas provocadas por cirurgias, escoriações na pele, picadas de insetos, dermatite e acne, uso tópico e frequentes de cremes esteroides e de antibióticos também podem gerar o distúrbio. Os curativos de plástico ou as fitas adesivas em contato com as áreas de pelo.

O método de depilação pode aumentar o problema, piorando a inflamação. A depilação caseira oferece mais riscos. As melhores são a depilação a laser e a luz pulsada.

Alguns fatores de risco são:

  • sobrepeso;
  • doenças que reduzem a imunidade, como diabetes;
  • leucemia;
  • AIDS;
  • pessoas negras e asiáticas.

Como tratar e prevenir a foliculite?

Ao identificar a foliculite, você pode adotar uma série de práticas que resolverão o problema, ou pelo menos, o amenizarão. Mas se os sintomas persistirem por mais de duas semanas, procure um dermatologista, pois em alguns casos, pode ser necessário o uso de antibióticos e pomadas prescritas.

Em alguns casos, o diagnóstico pode ser feito através do exame clínico das lesões causadas na pele em associação com informações dadas pelo próprio paciente, ou seja, consultando seu histórico. Em outras situações, pode ser necessário recolher uma amostra da lesão e enviar para análise de laboratório com a finalidade de identificar qual é o agente causador da infecção, definindo assim o diagnóstico diferencial e determinando o tratamento mais apropriado.

Em situações mais amenas, é recomendado colocar compressas úmidas e mornas diversas vezes por dia. Certos experimentos mostraram que molhar a compressa em uma solução específica (duas xícaras de água + uma colher de chá de sal) contribui para acelerar a drenagem da pústula e a cura.

Pústulas maiores podem exigir uma incisão ou mesmo uma cirurgia para drenagem do pus. Outras práticas são a depilação a laser e a terapia fotodinâmica, que eliminam por completo o folículo piloso.

O uso de esteroides tópicos deve ser acompanhado de anti-histamínicos via oral quando a pessoa sofre de HIV.

Os cuidados que você pode adotar para tratar, são os mesmos para prevenir. São eles:

  • não permaneça com roupas molhadas;
  • evite roupas apertadas;
  • utilize roupas leves e largas, preferencialmente de algodão após a depilação;
  • tome muita água;
  • hidrate a pele sempre que possível com produtos para o seu tipo de pele;
  • use sabonetes antissépticos (mas evite lavagens antissépticas diárias porque removem as bactérias protetoras e deixam a pele seca);
  • se realizar a depilação em casa, cuide para que tenha condições excelentes de higiene;
  • prefira a depilação a laser;
  • opte por lâminas descartáveis (no caso de pseudofoliculite de barba, o correto é usar um barbeador elétrico);
  • esfolie a pele para eliminar células mortas;
  • observe as condições de higiene e o nível de cloro nas banheiras de hidromassagem e nas piscinas aquecidas;
  • não coma alimentos muito gordurosos e mantenha o peso mais adequado para sua altura e sua idade.

Dicas para fazer a barba

É importante tomar cuidados na hora de fazer a barba. Recomenda-se utilizar água morna ou gel, pois diminui o atrito da lâmina, causando menos irritação na pele.

Passe a lâmina no sentido em que o pelo cresce e, ao final, aplique um creme hidratante ou uma loção pós-barba.

Dicas para evitar a foliculite no bumbum

As roupas muito justas e de tecidos pesados dificultam a respiração da pele, retendo o suor. Por isso, é recomendado o uso de roupas de algodão. Também é importante utilizar filtros solares menos oleosos e cremes mais leves.

Em relação à depilação, ainda não há um método totalmente seguro, que não cause lesões na pele. As lesões geralmente aparecem, mesmo que sejam pequenas. A depilação com cera quente e pinça aumenta a possibilidade de os pelos ficarem encravados. A esfoliação deve ser realizada uma semana antes de depilar.

A foliculite é um problema que pode ser grave ou ameno, dependendo do tipo e da região afetada. Em qualquer caso, ela exige um tratamento, seja caseiro ou médico. As medidas preventivas são fundamentais para evitar que o problema se desenvolva ao longo do tempo, eliminado os fatores de risco.

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